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Parque Estadual da Cantareira
A maior floresta urbana nativa do mundo

Cantareira foi o nome dado à serra pelos tropeiros que faziam o comércio entre São Paulo e as outras regiões do país, nos séculos XVI e XVII, por causa da grande quantidade de nascentes e córregos encontrados na região. Naquela época era costume armazenar água em jarros chamados cântaros, e chamavam-se "cantareira" as prateleiras onde os cântaros eram guardados.


· Áreas de Visitação

Núcleo Pedra Grande
Este foi o primeiro núcleo do Parque Estadual da Cantareira aberto ao público em 1989, apresenta infra-estrutura de portaria, bilheteria, guarita, sanitários, audiovisual, anfiteatro, museu, áreas de piquenique e trilhas de interpretação da natureza, permitindo o desenvolvimento de atividades voltadas tanto para o público geral, como para o público escolar. Realiza agendamentos todos os semestres para escolas, agências de ecoturismo entre outros.

As trilhas existentes no Parque Estadual da Cantareira - Núcleo Pedra Grande caracterizam-se principalmente por oferecer a oportunidade ao visitante de um contato direto com a Mata Atlântica, mesmo estando apenas a 10 km da Praça da Sé, o coração geográfico de São Paulo.

A Trilha das Figueiras possui 1.200m de percurso variando de suave à íngreme, onde o visitante pode observar as árvores altas que deram o nome à trilha e possivelmente bugios alimentando-se de seus frutos, poderá ver também curiosos matacões (granitos) que sofrem o fenômeno denominado de esfoliação esferoidal, onde as rochas apresentam fendas.

A Trilha da Bica possui 1.500 m de percurso suave, circundando uma microbacia hidrográfica em que o visitante pode refrescar-se com a água da bica e observar, além de muitos pássaros, um bando de quatis que freqüenta a área.

A Trilha da Pedra Grande, possui o maior percurso, que é de 9.500 m. Trata-se de uma antiga estrada que teve seu asfalto preservado. O ponto alto da trilha é a Pedra Grande, um grande afloramento rochoso de granito, onde devido à sua posição geográfica, permite que a Cidade de São Paulo seja vista do Norte para o Sul. Em dias claros pode-se ver trechos da Serra do Mar além da cidade. Essa trilha também dá acesso ao Lago das Carpas, agradável área para prática de exercícios físicos e apreciação dos peixes existentes no lago.

Como Chegar:
Acesso pela marginal tietê até Av. Eng.º Caetano Alvares, (edifício do jornal "O Estado de São Paulo) seguindo pela av. Santa Ignês, av Luís Carlos Gentille de Laet , no cruzamento entrar a esquerda seguindo a rua do Horto até o nº 1799 - zona norte da capital paulista. Maiores informações pelo telefone 6231-8555 ramal 2154/2155


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Núcleo Engordador
Este foi o segundo núcleo do Parque Estadual da Cantareira aberto à visitação pública e às atividades de educação ambiental, em duas etapas de 1992 à 1995 quando foi fechado e mais tarde, em 1997 quando uma importante parceria entre o Instituo Florestal e Furnas Centrais Elétricas permitiu sua reabertura ao público. Possui portaria, bilheteria, sanitários, área de piquenique, centro de visitantes, audiovisual e, claro, as maravilhosas trilhas de interpretação da natureza.

O curioso nome Engordador, deve-se ao fato de ter existido no final do século XVII, uma fazen-da onde era realizada a "engorda" do gado que ali chegava. É por isso que depois da desapropriação para abastecimento de água a região ganhou o nome de Engordador.

O Núcleo Engordador é o resultado de uma compensação ambiental de Furnas Centrais Elétricas com o acompanhamento técnico do Instituto Florestal, por ocasião, em 1987, das obras de instalação de torres de transmissão de energia elétrica na área do Parque Estadual da Cantareira, ligando os trecho Guarulhos à Ibiúna.

Além do projeto baseado na minimização do impacto ambiental causado pelas instalações, Furnas Centrais Elétricas investiu recursos financeiros no Núcleo Pedra Grande e na estruturação completa do Núcleo Engordador, para o desenvolvimento de atividades de Educação Ambiental. Essas atividades e a visitação pública em geral iniciaram-se em 1992 e prosseguiram até 1995, quando o Núcleo foi fechado ao público, por deficiência no quadro de recursos humanos.

Soma-se a isso uma nova proposta de trabalho: a implantação do PROCEL (Programa Nacional de Combate ao Desperdício de Energia Elétrica ) junto às escolas, que traz à tona um aspecto importante de objetivos primordiais ¾ a necessidade e a responsabilidade do exercício consciente de nossa cida-dania, voltado ao respeito para com o meio ambiente, transmitindo a mensagem: "quanto menor o desperdício de energia, menor a necessidade de obras de grande impacto ambiental como a construção de hidrelétricas, linhas de transmissão de energia etc."

As trilhas existentes no Parque Estadual da Cantareira - Núcleo Engordador caracteizam-se principalmente por oferecer a oportunidade ao visitante de um contato direto com a Mata Atlântica, mesmo estando no município de São Paulo.


A trilha da Cachoeira possui aproximadamente 6,5 km, cujo percurso passa por algumas cachoeiras e cruza o Rio Engordador diversas vezes. Na sua parte mais alta encontra-se o antigo tanque de captação d'água da Sabesp.

A trilha do Macuco possui cerca de 700 m de percurso leve, passando por entre os canos que fa-ziam parte do antigo sistema de abastecimento de água. Acompanha riacho, permite visualizar solo hi-dromórfico e mata ciliar.

A trilha de Mountain Bike, com 1.400m de percurso variando de leve à ingreme, passando por espécies da mata Atlântica demonstrando ao final o contraste do ambiente natural com a Torre de Fur-nas necessária a transmissão de energia elétrica, seu objetivo educacional é justamente a reflexão soci-edade x natureza. É a única trilha para prática de ciclismo, todas as outras são para caminhadas.

Como Chegar:
Acesso pela Rodovia Fernão Dias, até o Km 79 sentido SP-BH, entrar na alça de acesso para a Av. Coronel Sezefredo Fagundes, n.º 19.100 - sentido Mairiporã. Próximo à Pedreira Itacema.

 

Núcleo Águas Claras
O Núcleo Águas Claras é mais um núcleo de visitação e educação ambiental do Parque Estadual da Cantareira. A implantação de tal área já estava prevista no Plano de Manejo do Parque desde 1974, mas somente em 2000, através de uma parceria entre o Instituto Florestal e a Congregação das Associações da Serra da Cantareira (CASC) é que tal área pode vir a ser aberta ao público.

O nome Água Claras deriva da microbacia em que a área está inserida, que é formada pelo ribeirão Águas Claras. Localizado no município de Mairiporã, que tem 80% de usa área decretada como Área de Proteção aos Mananciais, tal área tem por objetivo proporcionar aos moradores da Grande São Paulo não apenas um contato direto com a floresta de maior biodiversidade do planeta – a Mata Atlântica, mas também de resgatar a memória sobre a cultura das águas.

Nos acostumamos a ver os rios transformados em esgotos a céu aberto, ou a serem canalizados e cobertos pelo asfalto, a não mais vermos as bicas e nascentes porque estão escondidas atrás de canos. Só nos lembramos de nossos mananciais na época das grandes chuvas, em que as forças das águas se manifestam na forma de enchentes, destruição e doenças.

Esquecemos que os rios e fontes assim como os animais e vegetais fazem parte do meio ambiente e tem ritmos e movimentos próprios. Modificamos os traçados dos rios, esquecemos do futebol de várzea, das brigas de lavadeira, do ponto de encontro nos chafarizes da cidade, das regatas pelos principais rios da cidade. Desconsideramos a água como um recurso ecológico e de integração cultural e social.

O Núcleo Águas Claras representa a retomada de consciência do homem moderno a respeito da finitude dos recursos naturais. A partir do conceito mais moderno de gerenciamento de áreas naturais, onde a população é co-gestora das mesmas, cada vez mais escassas no planeta. o Núcleo Águas Claras desenvolverá trabalhos de educação ambiental com a comunidade tendo como enfoque a preservação dos mananciais.

O Núcleo conta com administração, portaria, bilheteria, estacionamento, centro de visitantes, audiovisual e trilhas interpretativas, além da comunicação por trilha com o Núcleo Pedra Grande, onde o visitante também poderá conhecer a exuberante vista da cidade no mirante que leva o nome do núcleo, além da placidez do Lago das Carpas.

A Trilha das Águas Claras com seus quase 700m, percorre a mata ciliar no ribeirão de mesmo nome, levando o visitante a uma pequena bica e a pequenas corredeiras e quedas d'água, além do Recanto das Águas, onde o visitante poderá sentar-se sob a sombra das árvores e perceber o barulho incessante das florestas.

Pela Trilha da Samambaia-açú há a caminhada de aproximadamente 1.250m por uma fabulosa alameda de samambaias, onde essas plantas de até 2,5m de altura, margeiam a trilha sombreando-a.

A Trilha das Araucárias com cerca de 1.250m é toda ladeada de pinheiros-do-paraná, cujo nome científico é Araucaria sp. Esta é a única espécie de pinheiro nativa do Brasil. Os majestosos pinheiros foram introduzidos no Parque no final do século XIX, quando experimentos de silvicultura eram realizados na área. Além do pinheiro-do-paraná, poderão ser observados outros tipos de pinheiros do gênero Pinus. Atualmente, sabe-se que não é correto introduzir espécies exóticas em áreas naturais protegidas, porém o plantio realizado no passado, permite observar o desenvolvimento conjunto da mata nativa com o pinus.

A suçuarana (onça parda) é o maior felino encontrado no Parque Estadual da Cantareira, e a existência de tal animal na área é motivo de grande orgulho para os conservacionistas, afinal estamos dentro da maior metrópole da América Latina. No Núcleo Águas Claras foram encontrados rastros deste majestoso animal, daí uma das trilhas ter recebido o nome de Trilha da Suçuarana, embora a visualização do animal não seja possível por se tratar de espécie de hábitos noturnos. Com aproximadamente 1.200m de extensão o visitante percorrerá bosques de pinheiros e de mata ciliar com árvores de até 30m.

Como Chegar

O acesso ao Núcleo Águas Claras é feito pela Marginal Tietê até a ponte do Limão, seguindo pela Av. Engenheiro Caetano Alvares, Av Água Fria até a Av. Nova Cantareira, seguindo-se em frente pela Av. José Ermírio de Moraes. O Núcleo fica próximo à divisa dos municípios de São Paulo e Mairiporã, um pouco antes do portal de Mairiporã. Maiores informações pelo telefone 6231.8555 ramal 236.

Núcleo Cabuçu

Este é o quarto e último núcleo do Parque Estadual da Cantareira, será aberto ao público no final do ano 2000. É resultado de uma importante parceria entre o Instituto Florestal, o SAAE (Serviço Autônomo de Abastecimento de Guarulhos) e Secretaria do Meio Ambiente do Município de Guarulhos.

Assim como outras glebas que hoje formam o parque, boa parte da Bacia do Cabuçu foi desa-propriada para compor a área a ser protegida pelos mananciais de abastecimento, em 1904 foi cons-truída a barragem, ficando conhecida como Represa do Cabuçu, funcionou por mais de 60 anos, sendo desativada quando entrou em operação o atual sistema Cantareira.

Em 1999, foram iniciados os estudos para reativação do uso da barragem, desta vez para contri-buir no abastecimento de parte do município de Guarulhos, área de intenso aumento de ocupação nos últimos anos. Como a área foi decretada como parque em 1963, há a necessidade de desenvolver diver-sas ações para que os objetivos tanto do parque como do abastecimento sejam alcançados.

Um importante trabalho de conscientização está sendo elaborado para que a população local entenda que não é possível brincar na área da barragem por motivo de segurança, pois qualquer pessoa poderá ser "sugada" pelas bombas do reservatório. Por outro lado, um grande problema da comunidade será resolvido, pois o rodízio de um dia com água para dois sem, deixará de exisitir.

O Núcleo contará apresentará infra-estrutura de portaria, bilheteria, guarita, sanitários, audiovi-sual, anfiteatro, centro de visitantes, áreas de piquenique e trilhas de interpretação da natureza permi-tindo o desenvolvimento de atividades voltadas tanto para o público geral, como para o público esco-lar. Realizará um importante trabalho junto à comunidade local, em função da importância do parque para o incremento da qualidade de vida, com a correção. Haverá, também agendamentos todos os se-mestres para escolas, agências de ecoturismo, entre outros.

Acesso pela Rodovia Fernão Dias até a Casa de David, (Km 80 sentido SP-BH), seguir pela Estrada da Barrocada até a Estrada do Cabuçu n.º 2.691



Conteúdo:

Informações gerais
Mata Atlântica
Fauna
Flora
Trilhas
Manejo e gerenciamento
Visitas
Fotos
Pesquisas em andamento


Fale conosco


Informações gerais

O Parque Estadual da Cantareira é uma Unidade de Conservação criada através do Decreto nº 41.626/63. Possuindo 7.916,52 ha., abrange parte dos municípios de São Paulo, Caieiras, Mairiporã e Guarulhos. Trata-se de um grande fragmento de Mata Atlântica que abriga diversas espécies de fauna e flora, além de mananciais d'água de excelente qualidade.

A área do Parque foi tombada no final do século passado como forma de garantir o abastecimento da cidade de São Paulo, através das Represas do Engordador, Barrocada e Cabuçu. Sua conservação garante a preservação dos atributos naturais desta região.

Possui 90,5 quilômetros de perímetro e diversos tipos de uso do solo em seu entorno, como sítios, chácaras de recreio, condomínios de alto padrão, pedreiras, áreas densamente urbanizadas e terrenos com mata nativa.

Vale ressaltar que a Serra da Cantareira compreende a área do parque, de domínio patrimonial público e diversas propriedades particulares, urbanas e rurais. Portanto, o parque é a maior parte da Serra, mas não toda ela.

A ocupação urbana desordenada é um processo de difícil controle na periferia de grandes metrópoles como São Paulo e essa região vem sofrendo já há alguns anos diversas ações de degradação ambiental por conta da instalação de loteamentos clandestinos, principalmente em seus setores sudeste, sul e sudoeste.

As propriedades particulares situadas nas encostas da Serra em zona rural foram sendo parceladas clandestinamente, caracterizando as recentes favelas da Zona Norte de São Paulo, principalmente na década de 1990. Isto ocorre devido ao rigor da legislação ambiental que protege as áreas de mata nativa em propriedades particulares.

A venda clandestina de lotes tomou-se um excelente negócio, pois são oferecidos a famílias de baixa renda que não conhecem as restrições legais de uso dos mesmos. O loteador clandestino aproveita-se das dificuldades quanto à fiscalização dos órgãos de controle e demora da justiça.

A ação conjunta de vários órgãos e a conscientização da população para o cuidado com a compra de terrenos na região, têm sido as principais armas para combater esse problema. Você também pode nos ajudar nessa prevenção através do fale conosco.







Mata Atlântica

A floresta atlântica é encontrada acompanhando a costa Leste brasileira, desde o Sul da Bahia até o Rio Grande do Sul. Ocupa as escarpas voltadas para o mar. Esses paredões servem de anteparo aos ventos vindos do mar, carregados de vapor d'água. Este ao se condensar, dá origem a chuvas abundantes.

Olhada de fora e a certa distância, como numa vista aérea, a primeira imagem que se tem da Mata Atlântica é de uma grande cobertura, como se fosse um enorme chapéu, formado pelas copas sempre verdes de árvores com mais de vinte metros de altura. É o que se costuma chamar de dossel. Nas encostas da serra, seus troncos são finos como os das palmeiras e embaúbas, com copas se concentrando no alto, mas há também árvores com troncos largos e majestosos, como a figueira, a peróba, a canela, o pau-de-óleo, entre outras.

Ao entrar na floresta, a primeira impressão que se tem é que todos os espaços são preenchidos. Há uma abundância de plantas em todos os níveis. Depois do dossel, existe uma camada de vegetação formada por árvores menores, com troncos finos e longos, cujos ramos e folhas concentram-se no alto das plantas. É o caso do palmito e da samambaia-açu.

Uma das características das florestas tropicais úmidas, particularmente da Mata Atlântica, é a grande variedade de plantas. Chamam a atenção aquelas que ocupam os troncos das árvores: epífitas, lianas, musgos e líquens.

Epífitas são plantas que vivem sobre outras, utilizandos-as apenas como suporte para captação de luz (epi - em cima; fito - plantas). Elas se instalam sobre o tronco e os ramos de certas árvores, conse-guindo assim, captar a luz do sol, essencial na produção de seu próprio alimento. Para obter água e os sais minerais de que necessitam, algumas emitem raizes que chegam até o solo, outras valem-se das folhas em forma de calha, onde a água da chuva se armazena. As mais representativas da Mata Atlântica e únicas no mundo tropical são as bromélias e orquídeas, de beleza incomparável na forma e no colorido.

As lianas são trepadeiras que sobem pelas árvores em busca da luz do sol, prendendo-se nos tron-cos. É o caso das jibóias, imbés e da costela-de-adão. Os musgos recobrem troncos e pedras.

Os líquens são formações vegetais, presentes apenas em ambientes úmidos e de baixa poluição, por isso, funcionam como sinal de boa qualidade ambiental.

Toda essa riqueza de formas de vegetação cria condições para uma fauna de dossel, de tronco e de chão muito rica, espalhada pelos diferentes ambientes. Os animais desse tipo de floresta têm porte médio e alongado, adaptado ao tipo de vegetação.

Na Mata Atlântica, a parte mais movimentada é a copa das árvores. Além de insetos e pássaros, há muitas espécies de mamíferos arbóreos corno macacos, morcegos e preguiças.
Há também cobras, rãs e lagartos, somando-se a incontável número de insetos. Assim, ao entrar na floresta, o que se houve são os pios de alguns pássaros, o que se sente, os insetos, e o que se vê, al-guns animais como pererecas, borboletas, formigas e outros.

Mais de um milhão de espécies de insetos e outros invertebrados, centenas de aves e mamíferos vivem na Mata Atlântica, estabelecendo com a floresta relações vitais para a sua própria manutenção. Há realmente várias trocas. Por exemplo: a floresta fornece abrigo e alimento aos animais, e eles retri-buem carregando para longe, na pelagem ou no aparelho digestivo, as sementes e os grãos de pólem das plantas.

A vida na floresta parece um verdadeiro edifício, nos andares superiores, as copas das árvores e arbustos, vivem macacos, tucanos, papagaios e outros. Mais embaixo, habitam vários pássaros. Outros animais moram no chão, como a jaguatirica, o quati, a jacutinga ou mesmo em tocas, como os tatus.

Essa distribuirão por andares não é estática. Há trânsito no sentido horizontal, vertical, na terra e no ar. Enquanto as aves que sobrevoam o imenso dossel verde entram na mata em busca de alimen-tos, outros animais o fazem percorrendo quilômetros por terra.

É tempo de pensarmos um pouco a respeito do modo como compreendemos os fenômenos na-turais. É inevitável ao homem uma interpretação desses fenômenos carregada de valores vinculados à sua história e à sua cultura. Reconhecer e preservar essas relações de cooperação pode indicar um amadurecimento da sociedade no sentido de uma atitude menos predatória e de uma consciência mais aguda da necessidade de proteger e recuperar o ambiente.

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Fauna


As informações a seguir tratam de algumas espécies nativas no Parque.

Bugio - Alouatta fusca clamitans:


Seu tamanho é de aproximadamente 1,20m (tronco e cauda). A pelagem do corpo é escura, mas suas pontas são amareladas, dando uma tonalidade ruiva ao animal; a fêmea e os filhotes possuem coloração castanho-escura.
O que mais caracteriza o animal é sua barba bem evidente (em algumas regiões sendo conhecido como Barbado), formando uma espécie de papeira. Ali se aloja um órgão (osso ióide) que funciona como uma caixa de ressonância, para vocalizar o ronco em tom bastante alto e grave.
Os Bugios alimentam-se de folhas e pequenos frutos. São sociais, e o grupo não apresenta mais que dois machos adultos, onde um se sobressai como líder, por possuir a coloração mais avermelhada (ruiva), podendo revezar suas funções (proteção, delimitação de território, etc.) com o outro macho. É uma espécie ameaçada de extinção e a Cantareira é um dos seus últimos redutos de sobrevivência na região sudeste.


Veado Mateiro - Mazama sp:

Atinge cerca de um metro e meio de comprimento e altura média de 80 cm, sua cor é vermelho-queimado. A partir de dois anos, o macho ostenta dois chifres agudos e retos (aproximadamente 2 cm). Encontra-se geralmente só e seu habitat são as matas e margens de rios e cárregos. As fêmeas dão a luz a um só filhote, geralmente de março a novembro. A pelagem dos filhotes apresenta pequenas manchas brancas.



Preguiça - Bradypus sp:


Apresenta coloração acinzentada, medindo cerca de 60 cm, os machos possuem uma mancha escura no dorso. A cara é arredondada com a testa branca e uma lista negra que envolve os olhos e desce para o pescoço. Apresenta três dedos nas mãos, o seu pêlo é bastante áspero e seco, que o protege do mau tempo e dá abrigo a vários animais como carrapatos, baratas, traças, etc. A preguiça vive no alto das árvores e alimenta-se de folhas novas e brotos da Embaúba. Movimenta-se com lentidão, empurrando e puxando o corpo com o auxílio das unhas. Sabe nadar mas evita rios e lagos.


Serelepe ou Caxinquelê - Sciurus Aestuans:

Vivem nas matas, saltando de árvore em árvore. Alimentam-se de frutos e sementes, bem como de pequenos insetos e larvas. Mede cerca de 35 cm do tronco à cauda. Apresenta pêlo crespo, longo e denso, de coloração marrom dourada. A cauda é tufosa e menor que o corpo.


Quati - Nasua nasua:


Estes animais vivem em bando de até 30 indivíduos (período de prole), a sua alimentação é bastante variada, desde frutas e insetos até pequenos animais.
Sua cor é cinza amarelada, mais clara nos lados e ruiva na região da barriga. Na cara destacam-se algumas manchas arredondadas ao redor dos olhos. Característicos são os sete ou oito anéis ao longo de toda a cauda.


Jararaca - Bothrops jararaca:

Suas características gerais são: cor verde-oliva escuro, parda ou mesmo amarelada. Ao longo do seu corpo constitui desenhos em triângulos ou arcos. Atinge aproximadamente 2,20 m de comprimen-to.


Coral - Micrurus sp:

Aqui no Brasil existe somente um gênero, abrangendo 11 espécies, sua cor predominante geralmente é o vermelho-coral com anéis pretos, são altamente venenosas, porém são raros os acidentes, pois ela só ataca se pisoteada ou muito provocada. Todas as espécies vivem em locais pouco freqüentados pelo homem, escondidas na terra ou em cupinzeiros.

Suçuarana - Felis concolar:


Ocupam amplas áreas de mata primária pluvial para caçar, pois não são territoriais. Necessitam de am-plos espaços para viver e buscar alimento. São noturnas e estão ameaçadas de extinção.

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Flora

As informações a seguir, tratam das espécies mais freqüentemente encontradas nas trilhas e quase todas são nativas, isto é, ocorrem naturalmente nas áreas de Mata Atlântica. As espécies exóticas (aquelas que não ocorrem naturalmente na região), que eventualmente são encontradas nas trilhas, são resquícios de antigas plantações, antes do tombamento da área para proteção dos mananciais d'água.


Samambaia-açu - Cyathea sp:

Altura: aproximadamente 4 m
Característica: O caule é fino e de diâmetro uniforme, totalmente revestido por raízes adventícias ne-gras. Suas folhas no ápice são grandes, atingindo de 2 a 3 metros de comprimento. Na língua dos tupis-guaranis, açu quer dizer grande, sendo assim uma samambaia grande.


Figueira - Ficus spp:

Altura: 10 a 20 m
Frutificação: dezembro a janeiro
Floração: Diversas épocas do ano, mais freqüentes durante os meses de setembro a outubro
Características: Sua copa imensa pode chegar a mais de 20 m de diâmetro. Madeira moderadamente pesada, pouco resistente e de baixa durabilidade natural.


Jacarandá Paulista - Machaerium villosum:

Floração: outubro a dezembro
Frutificação: agosto a setembro
Altura: 20 a 30 m
Características: Arvore ornamental, recomendada para paisagisrno. Planta adaptada a ambientes aber-tos, sua madeira pesada, rígida e muito resistente.


Canela lncenso - Pittosporum undulatum:

Altura: 6 a 8 m
Frutificação: maio a julho
Floração: setembro a novembro
Características: ótima para sombreamento e ornamentação. Os frutos, como as folhas, são fortementes cheirosos, de onde originou-se o nome popular.
Observação: espécie originária da Austrália.


Embaúba - Cecropia sp:

Altura: aproximadamente 12 m
Floração: setembro a outubro
Características: Seus frutos servem de alimentação para o bicho-preguiça. Sua madeira é utilizada para fabricação de carvão, as folhas possuem propriedades medicinais.


Tapiá Mirim - Alchornea triplinervea:

Altura: 8 a 10 m
Floração: outubro a dezembro
Frutificação: outubro a abril
Características: Sua madeira é branca e não muito resistente. As folhas e frutos servem de alimento para os bugios, são árvores típicas de mata secundária.


Pau-Jacaré - Piptadonia gonsacantha:


 

Altura: aproximadamente 20 m.
Floração: setembro a janeiro
Frutificação: maio a setembro
Característica: Flores esverdeadas de grande valor melífero. Sua casca possui
desenhos que lembram o couro do jacaré, motivo pelo qual leva o nome.


Palmito - Euterpe edulis:

Altura: 10 a 20 m
Floração: dezembro a fevereiro
Frutificação: abril a agosto
Características: Seu tronco vai de 10 a 20 cm de diâmetro. Sua madeira é leve, dura, resistente e de longa durabilidade. A madeira, apesar da baixa qualidade, é empregada em construções rurais, sendo utilizada como: ripas, calhas, caibros e escoras de andaimes.


Açoita-Cavalo - Luehea divaricata:

Altura: aproximadamente 25 m
Floração: dezembro a fevereiro
Frutificação: maio a junho
Características: As flores são brancas e grandes, suas folhas possuem propriedades medicinais. A ma-deira é indicada para fabricação de móveis, saltos para calçados, caixa de piano, esculturas, etc.


Pasto D'Anta - Psychotéia suterella:

Altura: aproximadamente 3 m
Floração e Frutificação: o ano todo
Características: Conhecida como cafezinho roxo do mato.

Cedro Rosa - Cedrela físsilis:

Altura: aproximadamente 30 m
Frutificação: junho a julho
Floração: setembro a dezembro
Características: Possui flores amarelas. É indicada na arborização de avenidas e praças. Sua madeira é de lei, a coloração varia de branca a rosa, a qual por ser muito leve, é ótima para fabricação de lápis, caixa para charutos, etc.


Bambuzal - Bambura sp:

Arbusto de vasta ramagem. Possui o colmo alto de 9 a 10 m de altura. É originário do oriente e aclimatado no Brasil, onde é cultivado como planta ornamental.


Araucária - Araucária angustifolia:

Altura: aproximadamente 30 m
Frutificação: abril a julho
Floração: setembro a dezembro
Características: É encontrada na Serra da Mantiqueira, Serra do Mar e região Sul do Brasíl. Sua primeiras sementes são os pinhões. Surgem quando o vegetal atinge a faixa de 15 anos. São muito procurados por animais silvestres, pássaros e até mesmo pelo homem.


Helicônia - Shelitzia reginal:

Conhecida vulgarmente como Strelitzia ou bico de papagaio. Sua flores e folhas são utilizadas na confecção de arranjos ornamentais e projetos paisagísticos de parques e jardins.

Jequitibá Branco -Cariniana estrellensis:

Altura: aproximadamente 45 m
Floração: fevereiro a março
Frutificação: novembro a dezembro
Características: Árvore majestosa, de grande porte. Considerada " O rei das florestas" usado para or-namentação devido ao seu belo porte. Ocorre em todo o Brasil, muito bem distribuído e adaptado

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Manejo e gerenciamento

O tema "Manejo de Unidades de Conservação" possui vasta bibliografia, sobre aspectos que envolvem desde a criação, a categoria de manejo adequada a cada unidade, os programas de manejo, até as questões ainda não resolvidas, sobre as chamadas comunidades tradicionais que habitam o interior das unidades oficiosamente. Em geral, os trabalhos publicados no Brasil referem-se a grandes porções do território nacional, decretados como parques, estações ecológicas ou reservas biológicas, entre outras categorias.

Essas áreas possuem várias características em comum com relação às dificuldades de execução dos programas de manejo, principalmente o programa de proteção, onde a fiscalização, normalmente precária, é responsável pela inibição da caça, pesca, extração de madeira e vegetais de interesse eco-nômico, extração de minérios entre outros recursos naturais, além de responsável pela prevenção e combate a incêndios florestais e, ainda a segurança dos usuários das áreas abertas à visitação. Outra característica comum dessas unidades é o uso do solo no entorno, onde a predominância de atividades agrosilvopastoris delineiam diversos impactos à biota das áreas protegidas.

Já nas áreas urbanas, o manejo de unidades de conservação possui características que ressaltam a necessidade de estudos voltados à integração da área protegida com as áreas urbanizadas e as áreas "rurais", sendo que estas últimas, quando não sobrevivem com uso rural, tomam-se alvo de diversos tipos de usos irregulares e clandestinos, de difícil controle por parte do poder público e de impactos à biota muitas vezes imprevisíveis e irreversíveis.

Inserido dentro da região metropolitana de São Paulo, o Parque Estadual da Cantareira é caracterizado como uma das maiores florestas tropicais nativas do mundo em regiões urbanas e, por esse motivo, um grande desafio de pesquisa no campo de manejo de áreas silvestres, pois a legislação vigente que respalda todas as ações do manejo, foi pensada e estruturada nas necessidades geradas pelas Unidades de Conservação no país todo, sendo que a grande maioria localiza-se distante dos grandes centros urbanos.

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Visitas

Núcleo Pedra Grande :
Sábados, Domingos e Feriados
Horário: 8:30 às 17:00 horas

Núcleo Engordador:
Sábados , Domingos e feriados
Horário: 9:00 às 17:00

Sem agendamento -

 

Visitas semanais: Estudantes, Grupos especiais como Terceira idade, deficientes, escoteiros, etc.
Com Agendamento prévio por telefone

"Em dias de chuva não haverá atividades"

 

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Maiores infomações:

Núcleo Pedra Grande: Rua do Horto, 1.799 - Horto Florestal
Fones: 6231.8555 Ramal 236 ou 6231.5049, no local também funciona a Sede Administrativa do parque.

Núcleo Engordador : Av. Cel Sezefredo Fagundes, 19.100 - Cachoeira
Fone: 6995.3234

Núcleo Águas Claras :Av. José Ermínio de Moraes, s/n Mairiporã (aguardando inauguração) fone: 6232-5049

Núcleo Cabuçu : Estrada do Cabuçu, 2691 Guarulhos (aguardando implantação) fone: 6232-5049


Atualizado em: 10/02/2000

Fotos:

- Alexandre Carvalho;

- André Ricoy Dias;

- Antônio Chahestian;

- Aparecida Pereira;

- Edson Endrigo;

- Elisângela Moino de Oliveira;

- Marcelo Lobo;

- Márcia Oliveira Leite;

- Marco Antônio Ferreira;

- João Batista Baitello.

Texto:

- André Ricoy Dias - Webmaster

- Aparecida Pereira - Gestão Ambiental

- Fernando Déscio - Engenheiro Agronomo Diretor Responsável

- Elisangela de Oliveira Moimo- Bióloga responsável pelo Núcleo Águas Claras

- Márcia Oliveira Leite- Bióloga responsável pelo Núcleo Engordador